Quantas embalagens você abre por dia? Já parou para pensar?
É tão simples… deu sede, é só comprar uma garrafinha de água ou coca. Fome? Um pacote de bolacha espeeerto. Para os não-saudáveis, um maço de cigarro novo.
Há muito tempo atrás, a Souza Cruz se viu num empasse para conservar seus cigarros e desenvolveu o BOPP, ou Polipropileno Bio-orientado. EHN????? Entenda-se: filme plástico, ou quase qualquer embalagem de elma chips, bolachas, rótulo de coca-cola etc.
E hoje, tive a oportunidade de visitar a Vitopel – a maior produtora de BOPP da América Latina e a 5ª do mundo – com os “meninos” do CJE / Fiesp, e fomos recebidos especialmente pelo Roriz, sócio e presidente da companhia, além de diretor do Decomtec. 
Com 3 plantas (Mauá, Votorantim e Argentina), 10 linhas de produção de US$50 milhões cada, a Vitopel produz cerca de 120 mil toneladas de filmes plásticos por ano, faturando mais de US$140 milhões. São cerca de 450 metros por minuto, em linhas de produção totalmente automatizadas e processos intensos em tecnologia. Não imaginamos, mas o nível de inovação e tecnologia aplicada para a produção dessas “simples” e comuns embalagens é altíssimo, envolvendo incluse nanotecnologia – uma vez que as embalagens são também responsáveis pela conservação dos alimentos que consumiremos. Por exemplo, foi desenvolvido um projeto sob o conceito de “embalagens inteligentes” que mudam de cor quando o produto tem sua validade expirada, facilitando a logística no ponto de venda.
A Vitopel é líder tanto no Brasil quanto na Argentina, com mais de 50% de participação em cada um dos mercados. Inclusive, 100% das embalagens utilizadas pela 3M do Brasil são fornecidas pela Vitopel.
Adota um modelo de gestão bastante diferenciado, tem por base o modelo japonês de qualidade total e produção zero de resíduos ambientais.
A mais recente inovação é o VitoPaper. Um papel feito através da reciclagem do plástico, com a funcionalidade exatamente igual ao papel normal, mas à prova de água. Ideal para folders, manuais e coisas do gênero.
Outra inovação que tem se tornado cada vez mais vista nos pontos de venda é o Stand Up Pouch, embalagens mais econômicas e com formato adequado para se manterem em pé sozinhas.
E ainda, outra totalmente diferente: laminação de chapas de madeira. Acabamento de movéis, de maneira a dispensar processos de processos de impegnação e pintura mais caros e/ou poluentes.
Algo peculiar deste negócio são os dois elos entre os quais ele se encontra, dois gigantes. De um lado, as petroquímicas como fornecedoras básicas dos insumos utilizados e do outro, as enormes corporações multinacionais produtoras de bens de consumo. Ou seja, é um jogo pra gente grande e por isso a necessidade de escala e estratégia básica de crescimento através de aquisições. Pra finalizar, só lembro que o custo da embalagem no preço final do produto, pode chegar a até 25%! Acho que deve ser um bom negócio, não é mesmo?
Extraído de http://juliaprofeta.wordpress.com








