Tivemos o enorme prazer de conhecer esta figura incrível, Carlos Nepomuceno, no Fórum de Inovação da FGV-SP e, a partir de agora, contaremos com sua contribuição para o blog Mundo da Inovação também.
Nepô, como muitos o chamam, é um grande inovador e co-autor do primeiro livro sobre Web 2.0 no Brasil. Diretor executivo da Pontonet, primeira consultoria da web brasileira, possui uma carteira de clientes invejável, sendo os mais recentes Petrobras, Coppe/UFRJ, IBEU e Z3M Consultoria.
APROVEITEM ESSAS BRILHANTES REFLEXÕES!
“Inovação - significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma idéia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores “– retirada do Wikipedia.
Estive ontem na sede da FGV de São Paulo para participar como palestrante de mais um encontro do Fórum de Inovação, que reúne diversas empresas, professores e pesquisadores da área.
Silvana Aguiar, da Antar e professora da casa, ao iniciar o encontro, e homenagear três colegas, deixou escapar uma lágrima que se esborrachou no xale que vestia.
E daí, daquele pingo, tempos depois, comecei minha palestra.
Disse + ou – o seguinte, conforme minha parca memória:
Para criar, é preciso estar presente.
Estar presente, signfica trazer o subjetivo para o profissional.
Silvana, que chorou, não estava ali a trabalho, mas sim a “passeio”.
Quando todos deveriam dizer o contrário.
Quando se encontra o “eu estou” com o “que eu faço”, consigo ser e ter prazer.
(e até chorar emocinado.)
Damos um salto.

Os “links” começam a brotar de todos os lados, tudo clareia.
E o que, então, é inovar?
Trazer o novo ao velho.
A capacidade de criar.
Pergunto: é possível criar no tranco ou na ausência?
Existe a possibilidade da inovação a seco?

Um neurônio pega no tranco, ou no cafuné?
Exemplos de grandes inovações à chibatada ou no tédio?
Disse ainda depois + ou – o seguinte:
Tenho amadurecido, a partir de alguns projetos que participo algo assim:
1- sempre vivemos em rede, mas não nos dávamos conta. A Internet apenas escancarou o fato;
2- exercemos três ações para sobreviver no mundo: pensamos, agimos e nos relacionamos.
3- as redes, nosso canal de contato com o mundo, são o espelho destas ações.
Ora, uma, ora outra.
Ora todas.
O ideal para quem quer tirar o máximo de cada grupo, ou de cada empresa é a procura incessante atrás do equilíbrio entre estas ações nas redes que o cercam.
Não adianta um lenhador com o machado cego.

Tem que parar para afiar. E trocar com outros lenhadores para melhorar a técnica.
Se pode ser em torno de uma festa, melhor.
Parar para afiar e trocar, não é perda de tempo.
Perda de tempo é cortar árvore com machado cego sem tomar conhecimento de formas melhores de fazer o mesmo serviço!
Ação -> Parar para pensar – > se relacionar –> Ação
Existem redes mais voltadas para cada uma destas atividades.
Mas é preciso que a gestão das empresas passem a ver o ambiente de REDE como objeto de atuação e o EQUILÍBRIO entre estas três ações, como missão.
Basta ver as redes dos adolescentes na Web, que, estão ao mesmo tempo, se relacionando, aprendendo e fazendo.
Mais alguns anos serão eles que ditarão o novo mercado de trabalho.
Questão de tempo!

(Não é à toa que o Obama se cercou de vários para ganhar!)
São, nesse aspectos, gurus de uma nova cognição mais adequada à rede de conhecimento digital.
Disse pós-depois + ou – o seguinte, salpicado:
1- a experiência de Centros e Redes de Excelência da Petrobras/Coppe são uma boa tentativa metodológica de um equilíbrio entre ações em redes com uma meta (União de empresas + governo + universidades.) – Ver livro “A Revolução Estratégica – Luiz Fernando Da Silva Pinto.”, link para usados na Estante Virtual.
2- que o Brasil é filho de um centro de excelência (reis, empresários e Escola de Sagres de Portugal, que viabilizaram o nosso re-descobrimento pelos Europeus;
E já nas perguntas:
3- que é preciso que o professor volte a sala de aula (que saiu espiritualmente) há anos. Para voltar a aprender a ensinar. Escola com professor zumbi (desmotivado) é meia-escola;
O que ouvi e gostei:
- A palestra da Ana sobre a tese de mestrado dela sobre Centros de Excelência;

- A apresentação do Levi sobre o trabalho de “apicultor’ na Fiat, na década de 70, quando os próprios empregados fizeram seu roteiro de ônibus para pegá-los em casa. Ele já era 2.0 e não sabia;

- Da defesa da Ya Jen Chang, do Grupo Educacional Sidarta, algo assim:
“Criança precisa resgatar a natureza para se contrapor à tecnologia”. E “É preciso resgatar para elas a sabedoria de sermos humanos”.
No mais, não lembro. Ou posto depois.
PS – Quem esteve lá ajuda, por favor, nos comentários.